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Câmeras, close: Jorge Loredo, um dos atores de carreira mais longeva no Brasil

Jorge Rodrigues Loredo nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de maio de 1925.

Filho de Luiza Rodrigues Loredo e do comerciante Etelvino Ignacio Loredo, Jorge foi criado no subúrbio de Campo Grande. Aos 12 anos foi diagnosticado com osteomielite na perna esquerda. A dor constante, só curada nos anos 70, fez de Loredo um garoto introvertido e cabisbaixo. Aos 20 anos, devido a uma tuberculose, foi internado num sanatório. O que parecia ser mais uma tragédia foi, ao contrário, sua salvação. Incentivado pelos médicos, participou de um grupo teatral no hospital e descobriu sua vocação de ator.

Após receber alta, um teste vocacional identificou tendência para "atividades exibicionistas". Loredo procurou uma escola de teatro em busca de papéis "sérios". Trabalhando num banco e estudando na Faculdade de Direito, viu um anúncio em um jornal sobre a seleção de candidatos ao Teatro do Estudante de Paschoal Carlos Magno.

A contragosto, sua primeira audição foi para representar o monólogo cômico Como Pedir uma Moça em Casamento. Aprovado, adotou o humorismo, porém, temendo o desemprego como artista continuou os estudos e formou-se em direito em 1957, trabalhando como advogado especializado em previdência social e direito do trabalho durante todo o tempo de carreira.

Enquanto isso, fazia filmes e criava personagens, como o italiano que não podia ver televisão porque queria quebrá-la, o profeta Saravabatana que andava com uma cobra que dava consultas a mulheres, o professor de português que tinha a voz do Ary Barroso e o mendigo aristocrata e filósofo que se vestia como um inglês, todo rasgado, mas usava monóculo e luvas. O personagem foi um sucesso tremendo, tanto que o ex-presidente Juscelino Kubistcheck foi o padrinho de casamento de Jorge Loredo por isso. Na época, Jorge terminava o quadro do mendigo dizendo: ‘agora vou encontrar com aquele menino, o Juscelino...’.

No entanto, nenhum desses personagens ficou mais conhecido que o Zé Bonitinho.

O personagem surgiu de uma imitação que Jorge Loredo fazia de um colega de adolescência, o Jarbas, conhecido como ‘o perigote das mulheres’. Ficava se olhando nos espelhos dos bares, dizendo “Alô, Garota” e cantando ‘Strangers in the Night’. Ele se gabava de conquistar todas as mulheres.

O irresistível Zé Bonitinho é dono de bordões inesquecíveis, ditos com a voz grave dos conquistadores: "Câmera, close; microfone, please", ou "Garotas do meu Brasil varonil: vou dar a vocês um tostão da minha voz!" e cantarolava o indefectível refrão "If I have a thousand of women... au, au, au, au".

Ostentando um enorme topete, imensos óculos escuros e um bigodinho finíssimo, Zé Bonitinho caminha com requebros e trejeitos de galã hollywoodiano e profere frases antológicas como "o chato não é ser bonito, o chato é ser gostoso". O personagem também fez sucesso no cinema, utilizado por Rogério Sganzerla em "Sem Essa, Aranha" e "O Abismo”.

Desde seu primeiro filme rodado em 1959 ("Um caso de polícia") e o mais recente em 2011 (“O Palhaço”, de Selton Mello), Loredo é certamente um dos atores de carreira mais longeva no Brasil.

O chato não é ser bonito... o chato é ter tanto talento. E por tanto tempo.



(Fonte: site oficial do ator)

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