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O verdadeiro "Código Da Vinci" está nos olhos de Mona Lisa

Best-seller mundial, décimo primeiro livro mais vendido no mundo com mais de 80 milhões de cópias, O Código Da Vinci é um romance policial do escritor estadunidense Dan Brown, publicado em 2003 que causou polêmica ao questionar a divindade de Jesus Cristo. A maior parte do livro desenrola-se a partir do assassinato de Jacques Saunière, curador do museu do Louvre. Robert Langdon, respeitado professor de simbologia religiosa da Universidade de Harvard, Sophie Neveu e Leigh Teabing vivem várias aventuras ao tentar desvendar códigos que deem resposta aos enigmas que o morto deixou ao morrer.

A trama do livro envolve desde grandes organizações católicas como o Opus Dei, até a sociedade secreta conhecida como Priorado de Sião, que, de acordo com documentos encontrados na Biblioteca Nacional de Paris, possuía inúmeros membros famosos como Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo Da Vinci. Este último batiza o livro, pois sua obra, A Última Ceia, torna-se o centro de supostas revelações acerca de Jesus e Maria Madalena que teriam se casado, tido filhos, e deixaram descendentes para trás. A Igreja Católica encobriu este fato, de acordo com o romance, enquanto uma sociedade secreta chamada O Priorado de Sião trabalhou para manter os descendentes de Jesus seguros.

Em vida, a fama de Leonardo foi tamanha que o rei da França levou-o como um troféu, o mantendo na velhice, e o tinha preso nos braços quando morreu. O interesse por Da Vinci continuou inabalável - especialistas estudam e traduzem seus escritos, analisam suas pinturas com técnicas científicas, discutem sobre atribuições e buscam por trabalhos que nunca foram encontrados. De todas as suas obras, porém, a que mais desperta curiosidade, debates e teorias é a Mona Lisa e seu sorriso enigmático. Sua pintura foi iniciada em 1503 e é nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato.

Agora, em mais uma página das inúmeras pesquisas em torno de La Gioconda (algo como 'a sorridente', em italiano) e que poderia se tornar também mais uma página no romance de Brown, foi escrita pelo pesquisador italiano Silvano Vicenti, presidente do Comitê Nacional Italiano para a Herança Cultural, que analisou os olhos da modelo mais famosa do mundo.

Segundo Vicenti, Da Vinci escondeu a verdadeira identidade da Mona Lisa nos olhos da pintura. O pintor acreditava que os olhos eram a janela da alma, logo, o lugar perfeito para esconder o segredo da moça seria bem ali. Além disso, Silvano partiu da mesma premissa que o autor do “Código...”: a de que Leonardo Da Vinci estava interessado em símbolos e códigos para enviar mensagens através de suas obras.

De forma invisível ao olho nu, Vicenti descobriu as letras “LV” na pupila direita da Mona Lisa. Obviamente, essas são as iniciais de Da Vinci. Mas o que há na pupila esquerda é ainda mais fascinante.

Nelas, o pesquisador encontrou outras letras que, segundo ele acredita, são “B” e “S” e poderiam apontar para a identidade da moça retratada - mesmo após vários séculos de especulação, a identidade dela ainda é posta em dúvida. A hipótese mais aceita sobre a identidade da Mona Lisa é que ela era a esposa de um mercador, Lisa Gherardini, mas Silvano diz que isso não é verdade.

Mas tem mais: Vicenti também descobriu o número “72” ou “L2” escondido no arco da ponte, no fundo da direita da pintura. Outro número descoberto no quadro, 149 – acrescido de outro dígito apagado -, levanta a possibilidade da Mona Lisa ter sido pintada no ano de 1490, enquanto Leonardo estava na corte do duque Ludovico Sforza, em Milão.

Para matar Robert Langdon de inveja, curiosamente esta descoberta foi feita por outro membro do Comitê, Luigi Borgia - e por mero acaso. Silvano Vicenti deu sequência à pesquisa que se tornou a base de seu livro “O Segredo dos olhos da Mona Lisa”. Dan Brown, portanto, fez escola.


(Fonte: il Giornale)

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